A Lua está encolhendo como uma maçã velha, revela Nasa

20 de agosto de 2010
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A Lua encol­heu como uma maçã velha, rev­e­lam ima­gens da Nasa, que explica esta con­tração pelo res­fri­a­mento interno do único satélite nat­ural da Terra.

Essas ima­gens, pub­li­cadas nesta quinta-feira na revista amer­i­cana Sci­ence, mostram mod­i­fi­cações na super­fí­cie da Lua não detec­tadas ante­ri­or­mente, indi­cando que sua cir­cun­fer­ên­cia “retraiu cerca de 100 met­ros em um curto período de tempo”, expli­cou Thomas Wat­ters, do Museu Nacional do Ar e do Espaço e prin­ci­pal autor desse trabalho.

As con­clusões foram tiradas graças às fotografias reg­istradas pelas poderosas obje­ti­vas posi­cionadas a bordo da Sonda de Recon­hec­i­mento Lunar (LRO), um instru­mento espa­cial que a Nasa colo­cou na órbita da Lua em junho de 2009.

As fotografias rev­e­lam a existên­cia de “escarpas lob­u­ladas” (ondu­lações) no solo da Lua. Estas for­mações se situam prin­ci­pal­mente nas regiões lunares de média alti­tude, em volta de todo o satélite. A con­tração e o “enruga­mento” da super­fí­cie lunar seriam, assim, con­se­quên­cias do res­fri­a­mento do inte­rior da Lua.

Esses traços geológi­cos já haviam sido fotografa­dos próx­i­mos ao equador da Lua por câmeras panorâmi­cas durante as mis­sões Apollo 15, 16 e 17, no iní­cio dos anos 70. Mas 14 novas escarpas lob­u­ladas descon­heci­das apare­ce­ram nas ima­gens de alta definição do LRO.

Um dos aspec­tos mais impres­sio­n­antes dessas ondu­lações lunares, é o fato de que elas pare­cem rel­a­ti­va­mente recentes”, obser­vou Thomas Watters.

Eles sur­gi­ram na super­fí­cie lunar provavel­mente por causa do res­fri­a­mento interno da lua”, explicou.

As ima­gens de ultra-alta definição forneci­das pelas câmeras de ângulo estre­ito a bordo do LRO vão rev­olu­cionar nossa per­cepção sobre a lua”, declarou Mark Robin­son, do Insti­tuto da Terra e da Explo­ração Espa­cial da Uni­ver­si­dade Estad­ual do Ari­zona (sudoeste), co-autor desta pesquisa e prin­ci­pal cien­tista respon­sável pelas câmeras do LRO.

Rugas na super­fí­cie lunar evi­den­ciam o encolhimento

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