Gênio russo esnoba prêmio de US$ 1 milhão após solucionar problema clássico

23 de março de 2010
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O matemático russo Grig­ory Perel­man, 44, con­sid­er­ado um dos maiores gênios vivos do mundo, declarou ontem que não tem inter­esse em rece­ber o prêmio de US$ 1 mil­hão a que tem dire­ito por ter resolvido a chamada Con­jec­tura de Poincaré.

Em seu aparta­mento infes­tado de baratas em São Peters­burgo, Perel­man afir­mou, sem abrir a porta: “tenho tudo o que quero”, segundo infor­mou o jor­nal britânico Daily Mail.

Na última sem­ana, uma insti­tu­ição dos Esta­dos Unidos recon­heceu que o estu­dioso russo demon­strou a Con­jec­tura de Poin­caré, que desafi­ava os matemáti­cos há mais de um século.

O matemático francês Jules Henri Poin­caré (1854–1912) esti­mou que, de forma sim­pli­fi­cada, qual­quer espaço tridi­men­sional sem furos seria equiv­a­lente a uma esfera esticada.

Poin­caré e os matemáti­cos que vieram depois dele acred­i­tavam que a pro­posta estaria cor­reta, mas não con­seguiram uma prova algébrica sól­ida para ele­var a con­jec­tura à cat­e­go­ria de teorema.

A com­plex­i­dade do assunto levou o Insti­tuto de Matemática de Clay a incluir o prob­lema entre os “sete desafios do milênio”. Para cada desafio que fosse solu­cionado, o insti­tuto prom­e­teu pagar um prêmio de US$ 1 mil­hão (cerca de R$ 1,78 milhão).

Na sem­ana pas­sada, James Carl­son, dire­tor do insti­tuto, recon­heceu a façanha de Perel­man e anun­ciou que a Con­jec­tura de Poin­caré é o primeiro dos sete desafios a ter solução.

Morando com as baratas

A viz­inha Vera Petro­vna afir­mou ao jor­nal britânico que já esteve no flat do matemático. “Ele tem ape­nas uma mesa, um ban­quinho e uma cama com um lençol sujo que foi deix­ado ali pelos anti­gos donos – uns bêba­dos que venderam o aparta­mento para ele”.

Esta­mos ten­tando acabar com as baratas nesse quar­teirão, mas elas se escon­dem na casa dele”, acrescentou.

Esse não é o primeiro prêmio esnobado por Perel­man. Há qua­tro anos, ele não apare­ceu para rece­ber a medalha Fields da União Inter­na­cional de Matemática.

*Com infor­mações do Daily Mail

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8 Responses to Gênio russo esnoba prêmio de US$ 1 milhão após solucionar problema clássico

  1. LUCAS on 30 de maio de 2010 at 20:00

    esse ai é pior que um louco!! Recusar 1 mil­hão de dolares.

  2. ANDREA on 6 de fevereiro de 2011 at 02:03

    Esse cara é uma prova de que todo gênio é doido ^_^

  3. PLAUTO on 28 de abril de 2011 at 22:52

    Os comen­tários abaixo são de pes­soas que devem ter a pro­fun­di­dade men­tal de um pires

  4. ANDR on 20 de junho de 2011 at 19:13

    É Plauto. E que “TODO” medíocre é zero ou 1 milhão.

  5. EDUARDO VIANNA on 27 de julho de 2011 at 13:53

    Pois eu gostei desse russo, e gostei muito. Ele está sat­is­feito com a pes­soa que é e com as coisas que tem, e os imbe­cis aí chamando ele de louco. É tão difí­cil assim perce­ber que esse homem já é muito mais rico que os mil­ionários da vida? E essa bosta dessa viz­inha, fran­ca­mente! Inveja mata, mas infe­liz­mente a morte do inve­joso é lenta. E, claro, ela não notou algo na casa do matemático, quando imere­ci­da­mente des­frutou da sua hos­pi­tal­i­dade: não viu os livros e ano­tações, nem os mate­ri­ais de desenho e instru­men­tos de cál­culo, nen­huma dessas coisas que deixam abso­lu­ta­mente encan­ta­dos o meu filho de 3 anos e a minha filha de 11. Toda essa história me fez lem­brar de outro russo, Leon Tol­stói: “Há pes­soas que pas­sam pelo bosque, e só enx­ergam a lenha para a fogueira”.

  6. EDWARD MENEZES on 20 de agosto de 2011 at 16:09

    se esse russo não quer rece­ber 1 mil­hão, não o perturbem.

  7. ETTOREFIERAMOSCA on 18 de novembro de 2011 at 03:30

    esse russo e ateo por con­vicção matematica.….…ou platonica???

  8. FREDSON FLIMA on 2 de janeiro de 2012 at 20:09

    Acabei de ler a matéria e achei muito inter­es­sante… É um absurdo como as pes­soas se dão ao con­ven­cional­ismo como matéria fun­da­men­tal e ver­dade abso­luta. Fugir dessas ati­tudes ditas óbvias, é con­sid­er­ado lou­cura. Inde­pen­dente de qual­quer moti­vação desse estu­dioso da matemática, quero parabeniza-lo pela cor­agem de não ser… óbvio. Fred­son Flima

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