Quando você pode dizer que uma pessoa dormiu no ponto? Óbvio, quando, diante de uma situação que exigia sua atenção, sua ação, a pessoa não corresponde à essa expectativa, é um lapso, um “vacilo”. Não esperamos de verdade que alguém tenha realmente dormido numa situação em que deveria estar acordado.
Mas como sempre existe alguém disposto a entrar numa situação ruim para que os ditados façam sentido real, vi hoje uma notícia muito curiosa. Um homem fugiu da penitenciária não voltando do indulto de natal (por que será que isso ainda é tão fácil de conseguir quando claramente muitos deles nunca vão voltar à prisão), entrou numa residência procurando o que roubar. Adormeceu e foi encontrado pela manhã pela moradora, que chamou o marido e este a polícia, que teve a incumbência de acordar o malfeitor.
Ao ser surpreendido, tentou fugir, agrediu um policial, ao ser conduzido à viatura tentou nova fuga, causando danos ao automóvel. Agora a pobre criatura volta a prisão, além de responder por tentativa de furto, resistência, dano a patrimônio público e lesão corporal. Pensar que tudo isso ocorre por conta de ter caído no sono, durante uma tentativa de furto.
Como alguém pode ser tão descuidado? Será que fico com pena? Será que não merece algum tipoo de cela especial? Não deveria estar numa instituição psiquiátrica? Pode ser tão burro? “Vacilão”?
Perguntas que me faço, mas nem me atrevo a começar a responder, sequer pensar nisso. Você pode ler a notícia e tirar suas próprias conclusões, eu prefiro achar apenas curioso ou engraçado para não me aprofundar numa história perfeita para o início de um ditado popular, se esse ditado já não existisse.
