Dormiu no ponto

4 de março de 2010
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cortesia sxc.huQuando você pode dizer que uma pes­soa dormiu no ponto? Óbvio, quando, diante de uma situ­ação que exi­gia sua atenção, sua ação, a pes­soa não cor­re­sponde à essa expec­ta­tiva, é um lapso, um “vac­ilo”. Não esper­amos de ver­dade que alguém tenha real­mente dormido numa situ­ação em que dev­e­ria estar acordado.

Mas como sem­pre existe alguém dis­posto a entrar numa situ­ação ruim para que os dita­dos façam sen­tido real, vi hoje uma notí­cia muito curiosa. Um homem fugiu da pen­i­ten­ciária não voltando do indulto de natal (por que será que isso ainda é tão fácil de con­seguir quando clara­mente muitos deles nunca vão voltar à prisão), entrou numa residên­cia procu­rando o que roubar. Adorme­ceu e foi encon­trado pela manhã pela moradora, que chamou o marido e este a polí­cia, que teve a incum­bên­cia de acor­dar o malfeitor.

Ao ser sur­preen­dido, ten­tou fugir, agrediu um poli­cial, ao ser con­duzido à viatura ten­tou nova fuga, cau­sando danos ao automóvel. Agora a pobre criatura volta a prisão, além de respon­der por ten­ta­tiva de furto, resistên­cia, dano a patrimônio público e lesão cor­po­ral. Pen­sar que tudo isso ocorre por conta de ter caído no sono, durante uma ten­ta­tiva de furto.

Como alguém pode ser tão des­cuidado? Será que fico com pena? Será que não merece algum tipoo de cela espe­cial? Não dev­e­ria estar numa insti­tu­ição psiquiátrica? Pode ser tão burro? “Vacilão”?

Per­gun­tas que me faço, mas nem me atrevo a começar a respon­der, sequer pen­sar nisso. Você pode ler a notí­cia e tirar suas próprias con­clusões, eu pre­firo achar ape­nas curioso ou engraçado para não me apro­fun­dar numa história per­feita para o iní­cio de um ditado pop­u­lar, se esse ditado já não existisse.

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