Reflexo de luz nos lagos de Titã

19 de dezembro de 2009
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Reflexo de luz comprova definitivamente a existência de lagos líquidos em Titã

Reflexo de luz em lago de Titã

Reflexo de luz em lago de Titã

Esta imagem mostra o primeiro flash de luz solar refletida em um lago na lua de Sat­urno, Titã. O brilho de uma super­fí­cie espel­hada é con­hecida como uma reflexão espec­u­lar. Este tipo de brilho foi detec­tado pelo espec­trômetro de mapea­mento visual e infraver­melho (VIMS) na sonda Cassini da NASA, em 8 de julho de 2009. Ele con­fir­mou a pre­sença de líquido no hem­is­fério norte da Lua, onde os lagos são mais numerosos e maiores do que os do hem­is­fério sul. Cien­tis­tas usando o VIMS haviam con­fir­mado a pre­sença de líquido em Ontário Lacus, o maior lago no hem­is­fério sul, em 2008.

O hem­is­fério norte esteve envolto em trevas durante quase 15 anos, mas o sol começou a ilu­mi­nar a área nova­mente quando se aprox­i­mava o equinó­cio da pri­mav­era, em agosto de 2009. O VIMS foi capaz de detec­tar o brilho con­forme a geome­tria de visu­al­iza­ção mudou. Atmos­fera de Titã tam­bém dis­persa e absorve vários com­pri­men­tos de onda de luz, incluindo a maior parte do espec­tro da luz visível. Mas os instru­men­tos do VIMS per­mi­ti­ram aos cien­tis­tas cap­turar o brilho nos com­pri­men­tos de onda infraver­mel­hos capazes de pen­e­trar na atmos­fera da lua. Esta imagem foi cri­ada usando com­pri­men­tos de onda da luz na faixa de 5 mícrons.

Ao com­parar a nova imagem às de radar e de luz quase infraver­melha, adquiri­dos de 2006 a 2008, os cien­tis­tas da Cassini foram capazes de cor­rela­cionar a reflexão para o litoral sul de Titã em um lago chamado Kraken Mare. O enorme Kraken Mare abrange cerca de 400.000 quilômet­ros quadra­dos (150.000 mil­has quadradas). O reflexo pare­cia vir de uma parte do lago em torno de 71 graus de lat­i­tude norte e 337 graus de lat­i­tude oeste.

A imagem foi cap­tada no 59º sobrevoo da Cassini em Titã, no dia 8 de julho de 2009, a uma dis­tân­cia de cerca de 200.000 quilômet­ros (120.000 mil­has). A res­olução da imagem foi de cerca de 100 km (60 mil­has) por pixel. O proces­sa­mento de ima­gens foi feito no Cen­tro Aeroe­s­pa­cial Alemão, em Berlim e na Uni­ver­si­dade do Ari­zona em Tucson.

A mis­são Cassini-Huygens é um pro­jeto coop­er­a­tivo da Nasa, da Agên­cia Espa­cial Europeia e da Agên­cia Espa­cial Ital­iana. O Jet Propul­sion Lab­o­ra­tory, uma divisão do Insti­tuto de Tec­nolo­gia da Cal­ifór­nia, em Pasadena, cuida da mis­são para o Sci­ence Mis­sion Direc­torate da NASA, em Wash­ing­ton, D.C. A sonda Cassini foi pro­je­tada, desen­volvida e mon­tada no JPL. A equipe do espec­trômetro de mapea­mento visual e infraver­melho está baseada na Uni­ver­si­dade do Ari­zona, em Tucson.

Crédito da imagem: NASA / JPL / Uni­ver­sity of Ari­zona / DLR

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