Estrela agonizante imita a morte do nosso sol

17 de dezembro de 2009
By LonelySpooky

A cerca de 550 anos-luz da Terra, uma estrela semel­hante ao nosso Sol está se con­torcendo em ago­nia. Chi Cygni aumen­tou de tamanho para se tornar uma estrela gigante ver­melha tão grande que engoliria todos os plan­e­tas até Marte em nosso sis­tema solar. Além disso, ela começou a pul­sar dra­mati­ca­mente, batendo como um coração gigante. Novas fotos em close-up da super­fí­cie da estrela mostram seus movi­men­tos late­jantes em detal­hes nunca antes vistos.

Esse tra­balho abre uma janela sobre o des­tino do nosso Sol, cinco bil­hões de anos no futuro, quando estará próx­imo ao final de sua vida” disse o prin­ci­pal autor Sylvestre Lacour do Obser­vatório de Paris.

Quando uma estrela pare­cida com o Sol envel­hece, começa a começa a ficar sem com­bustível (hidrogênio) em seu núcleo. Como um carro que começa a ficar sem gasolina, o seu “motor” começa a fazer barulho. Em Chi Cygni, vemos esses “barul­hos” como clarea­men­tos e escurec­i­men­tos, cau­sa­dos pela con­tração e expan­são da estrela. Estre­las, nesta etapa da vida são con­heci­dos como var­iáveis de Mira, em hom­e­nagem a Mira “A Mar­avil­hosa”, primeiro exem­plo desse tipo de estrela, descoberto por David Fabri­cius em 1596. Enquanto pulsa, a estrela está soprando para fora as suas camadas exter­nas, que em algu­mas cen­te­nas de mil­hares de anos vai criar uma linda e bril­hante neb­u­losa planetária.

Chi Cygni pulsa uma vez a cada 408 dias. Em seu menor diâmetro, de 300 mil­hões de mil­has, torna-se salpic­ado com pon­tos bril­hantes como plumas maciças de plasma quente a tur­var sua super­fí­cie. (Estes pon­tos são como os grânu­los na super­fí­cie de nosso Sol, mas muito maiores) Quando se expande, Chi Cygni esfria e escurece, crescendo a um diâmetro de 480 mil­hões de mil­has — grande o sufi­ciente para engolir e coz­in­har o cin­turão de aster­oides do nosso sis­tema solar.

Pela primeira vez, astrônomos fotogra­faram estas mudanças dramáti­cas em detal­hes. Eles relataram o seu tra­balho na edição de 10 de dezem­bro do The Astro­phys­i­cal Journal.

Nós, essen­cial­mente, cri­amos uma ani­mação de uma estrela pul­sante uti­lizando ima­gens reais”, afir­mou Lacour. “Nos­sas obser­vações mostram que a pul­sação não só é radial, mas vem com het­ero­genei­dades, como a man­cha gigante que aparece no raio mínimo”.

Fotogra­far estre­las var­iáveis é extrema­mente difí­cil, por duas razões prin­ci­pais. A primeira razão é que tais estre­las escondem-se den­tro de um escudo com­pacto e denso de poeira e molécu­las. Para o estudo da super­fí­cie da estrela den­tro dessa con­cha, os astrônomos observam-nas estre­las em um deter­mi­nado com­pri­mento de onda da luz infraver­melha. O infraver­melho per­mite aos astrônomos ver através do escudo de molécu­las e poeira, assim como os raios-X per­mitem aos médi­cos ver ossos den­tro do corpo humano.

A segunda razão é que estas estre­las estão muito longe, e assim apare­cem muito peque­nas. Mesmo que eles sejam enormes em com­para­ção ao Sol, a dis­tân­cia faz com que pareçam não maior do que uma pequena casa (fic­tí­cia) na Lua, vista da Terra. Aos telescó­pios tradi­cionais falta a res­olução ade­quada. Con­se­quente­mente, a equipe voltou-se para uma téc­nica chamada inter­fer­ome­tria, que envolve a com­bi­nação de luz prove­niente de vários telescó­pios para con­seguir res­olução equiv­a­lente a um telescó­pio tão grande quanto a dis­tân­cia entre eles.

Eles usaram o Smith­son­ian Astro­phys­i­cal Observatory’s Infrared Opti­cal Tele­scope Array, ou IOTA, que fica local­izado no Whip­ple Obser­va­tory, no monte Hop­kins, Arizona.

IOTA ofer­e­ci­dos nos ofer­e­ceu capaci­dades únicas”, disse o co-autor Marc Lacasse do Cen­tro Harvard-Smithsonian de Astrofísica (CFA). “Ele nos per­mi­tiu ver detal­hes nas ima­gens que são cerca de 15 vezes menores do que os que podem ser obser­va­dos em ima­gens do Telescó­pio Espa­cial Hubble.”

A equipe tam­bém recon­heceu a util­i­dade das muitas obser­vações envi­adas anual­mente em todo o mundo por astrônomos amadores, que foram forneci­dos pela Asso­ci­ação Amer­i­cana de Obser­vadores de Estre­las Var­iáveis (AAVSO).

Na próx­ima década, a per­spec­tiva de ultra-imagens níti­das obti­das com o uso da inter­fer­ome­tria deixa os astrônomos muito ani­ma­dos. Obje­tos que, até agora, apare­ciam somente como pon­tos, estão rev­e­lando sua ver­dadeira natureza. Super­fí­cies este­lares, dis­cos de acreção do buraco negro, e regiões for­mado­ras de plan­e­tas cir­cun­dando estre­las recém-nascidas, todos cos­tu­mavam ser enten­dida prin­ci­pal­mente através de mod­e­los. A inter­fer­ome­tria prom­ete rev­e­lar sua ver­dadeira iden­ti­dade e, com eles, algu­mas surpresas.

Fonte: Sci­ence Daily

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A Chameleon Sky

 
The sands of time are running out for the central star of this the Hourglass Nebula. With its nuclear fuel exhausted, this brief, spectacular, closing phase of a sun-like star's life occurs as its outer layers are ejected and its core becomes a cooling, fading white dwarf. In 1995, astronomers used the Hubble Space Telescope to make a series of images of planetary nebulae, including the one above. Here, delicate rings of colorful glowing gas (nitrogen-red, hydrogen-green, and oxygen-blue) outline the tenuous walls of the 'hourglass.' The unprecedented sharpness of Hubble's images revealed surprising details of the nebula ejection process and may resolve the outstanding mystery of the variety of complex shapes and symmetries of planetary nebulae. Image Credit: NASA, WFPC2, HST, R. Sahai and J. Trauger (JPL)
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