Primeiras Superterras descobertas orbitando estrelas semelhantes ao Sol

16 de dezembro de 2009
By LonelySpooky

Descobertas recentes mostram que planetas semelhantes à Terra podem estar mais próximos do que pensamos

stocktrek-images-gas-giant-exoplanet-transiting-across-the-face-of-its-starUm time inter­na­cional de caçadores de plan­e­tas desco­briu seis plan­e­tas pouco mas­sivos em volta dessas estre­las próx­i­mas, semel­hantes ao Sol, incluíndo duas “Supert­er­ras”, com mas­sas 5 e 7,5 vezes a massa da Terra.

Os pesquisadores, lid­er­a­dos por Steven Vogt da Uni­ver­si­dade da Cal­i­for­nia, Santa Cruz, e Paul But­ler do Carnegie Insti­tu­tion de Wash­ing­ton dis­seram que as duas “Supert­er­ras” são as primeiras encon­tradas em torno de estre­las semel­hantes ao Sol.

Essas detecções indicam que plan­e­tas pouco mas­sivos são rel­a­ti­va­mente comuns em estre­las viz­in­has. A descoberta de mun­dos pos­sivel­mente habitáveis nas viz­in­hanças pode estar dis­tante ape­nas alguns anos”, disse Vogt, pro­fes­sor de astrono­mia e astrofísica na UCSC.

O time encon­trou os novos sis­temas plan­etários ao com­bi­nar dados recol­hi­dos no Obser­vatório W. M. Keck, no Havai e pelo Anglo-Australian Tele­scope (AAT) em New South Wales, Aus­trália. Dois arti­gos descrevendo os novos plan­e­tas foram aceitos para pub­li­cação no Astro­phys­i­cal Jour­nal1.

Três dos novos plan­e­tas orbitam a estrela bril­hante 61 Vir­gi­nis, que pode ser vista a olho nu, durante a pri­mav­era na con­ste­lação de Virgem. Astrônomos e astro­biól­o­gos têm se fasci­nado com esta estrela em par­tic­u­lar, que fica a ape­nas 28 anos-luz de dis­tân­cia. Entre cen­te­nas de nos­sas viz­in­has este­lares mais próx­i­mas, 61 Vir se destaca como sendo a mais pare­cida com o Sol em ter­mos de idade, massa e out­ras pro­priedades essen­ci­ais. Vogt e seus colab­o­radores desco­bri­ram que 61 Vir abriga pelo menos três plan­e­tas, com mas­sas var­iando de 5 a 25 vezes a massa da Terra.

Recen­te­mente, outra equipe de astrônomos usaram o Telescó­pio Espa­cial Spitzer da NASA para desco­brir que 61 Vir tam­bém con­tém um anel de poeira a uma dis­tân­cia de aprox­i­mada­mente duas vezes a dis­tân­cia entre o Sol e Plutão. A poeira é aparente­mente cri­ada por col­isões de cometas com cor­pos no exte­rior frio do sistema.

A detecção do Spitzer de poeira con­ge­lada em órbita de 61 Vir indica que há um par­entesco real entre o Sol e ela”, disse Euge­nio Rivera, um pós doutorando na UCSC. Rivera real­i­zou um extenso con­junto de sim­u­lações numéri­cas para desco­brir que um plan­eta semel­hante à Terra pode­ria, facil­mente, exi­s­tir na região ainda inex­plo­rada entre os plan­e­tas recém-descobertos e o disco exte­rior de poeira.

Segundo Vogt, o sis­tema plan­etário em torno de 61 Vir é um exce­lente can­didato para ser estu­dado pelo novo Telescó­pio “Auto­mated Planet Finder” (APF), recém-construído no Obser­vatório Lick, no Monte Hamil­ton, perto de San Jose. “É desnecessário dizer que esta­mos muito ani­ma­dos para con­tin­uar a acom­pan­har este sis­tema usando o APF”, afir­mou Vogt, que é o prin­ci­pal pesquisador do APF e está con­stru­indo um espec­trômetro para o novo telescó­pio que é otimizado para encon­trar planetas.

O segundo sis­tema novo, encon­trado pela equipe, apre­senta um plan­eta de 7,5 vezes a massa da Terra, orbi­tando a estrela HD 1461, gêmea quase per­feita do Sol, local­izada a 76 anos-luz de dis­tân­cia. Pelo menos um e, pos­sivel­mente, dois out­ros plan­e­tas, tam­bém orbitam a estrela. Local­izada na con­ste­lação de Cetus, HD 1461 pode ser visto a olho nu no iní­cio da noite, quando o céu está em boas condições.

Ao plan­eta com 7,5 vezes a massa ter­restre atribuiu-se o nome HD 1461b e ele tem uma massa quase a meio cam­inho entre as mas­sas da Terra e Urano. Os pesquisadores dizem que ainda não é pos­sível dizer se HD 1461b é uma ver­são aumen­tada da Terra, com­posto prin­ci­pal­mente por rocha e ferro, ou se, como Urano e Netuno, é com­posto prin­ci­pal­mente por água.

Segundo But­ler, as novas detecções pre­cisam de instru­men­tos estado-da-arte em téc­ni­cas de detecção. “O plan­eta inte­rior do sis­tema Vir 61 está entre os dois ou três sinais de menor ampli­tude plan­etária que foram iden­ti­fi­cadas com con­fi­ança”, disse ele. “Desco­b­ri­mos que existe uma enorme van­tagem a par­tir da com­bi­nação de dados do AAT e do telescó­pio Keck, dois obser­vatórios de alto nível, e é claro que vamos ter exce­lentes chances de iden­ti­ficar plan­e­tas poten­cial­mente habitáveis em torno das estre­las em poucos anos.”

As detecções em torno de Vir 61 e HD 1461, com­bi­nadas a uma série de descober­tas recentes, vêm mudando o pen­sa­mento cor­rente em matéria de detecção plan­etária. No ano pas­sado, tornou-se evi­dente que plan­e­tas orbi­tando estre­las viz­in­has ao Sol são extrema­mente comuns. Segundo But­ler, as indi­cações atu­ais são de que, aprox­i­mada­mente, metade das estre­las próx­i­mas têm um plan­eta detec­tável com massa igual ou infe­rior a de Netuno.

A equipe Lick-Carnegie Exo­planet Sur­vey lid­er­ada por Vogt e But­ler uti­liza medições de veloci­dade radial de telescó­pios ter­restres para detec­tar a oscilação “induzida” em uma estrela pela força grav­ita­cional de um plan­eta que orbita. As obser­vações da veloci­dade radial foram com­ple­men­tadas com as medições do brilho pre­cisas obti­das com telescó­pios robóti­cos no Ari­zona por Gre­gory Henry, da Ten­nessee State University.

Nós não obser­va­mos vari­ações de brilho nas estre­las”, disse Henry. “Isso nos garante que as oscilações são real­mente dev­ido aos plan­e­tas, e não por alter­ações nos padrões de man­chas estelares.”

Dev­ido a mel­ho­rias em equipa­men­tos e téc­ni­cas de obser­vação, os méto­dos de obser­vação em terra são capazes de encon­trar obje­tos de mas­sas iguais a da Terra em torno de estre­las próx­i­mas, de acordo com o mem­bro da equipe, Gre­gory Laugh­lin, pro­fes­sor de astrono­mia e astrofísica na UCSC.

É uma cor­rida pescoço-a-pescoço na dis­puta de quem será o primeiro a detec­tar os primeiros plan­e­tas poten­cial­mente habitáveis entre a obser­vação feita da Terra ou do espaço”, disse Laugh­lin. “Alguns anos atrás, eu teria que colo­car meu din­heiro em méto­dos espa­ci­ais de detecção, mas agora real­mente parece uma dis­puta equi­li­brada. O que é ver­dadeira­mente emo­cio­nante sobre a téc­nica de obser­vação na Terra, baseado na veloci­dade radial de detecção, é que esse método é capaz de localizar os, pos­sivel­mente, mais próx­i­mos plan­e­tas habitáveis”.

O Lick-Carnegie Exo­planet Sur­vey Team desen­volveu uma fer­ra­menta que está à dis­posição do público, o Sys­temic Con­sole, que per­mite que os mem­bros do público busquem por sinais de plan­e­tas extra-solares, uti­lizando con­jun­tos de dados reais de uma forma sim­ples e intu­itiva. Esta fer­ra­menta está disponível online em www.oklo.org.

Esta pesquisa foi finan­ciada pelo National Sci­ence Foun­da­tion e pela NASA. Além de Vogt, But­ler, Rivera, Laugh­lin, e Henry, os co-autores do artigo sobre a 61 Vir incluem Rob Wit­ten­myer, CG Tin­ney, e Jeremy Bai­ley, da Uni­ver­si­dade de New South Wales; Simon O’Toole e Hugh Jones, da Uni­ver­si­dade de Hert­ford­shire; Ste­fano Meschiari de UCSC; Brad Carter, da Uni­ver­si­dade de South­ern Queens­land, e Kon­stan­tin Baty­gin do Cal­tech. Os autores do artigo sobre a HD 1461 são Rivera, But­ler, Vogt, Laugh­lin, Henry, e Meschiari.

Fonte: Sci­encedaily

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  1. Hugh R. Jones, R. Paul But­ler, C. Tin­ney, Simon O%u2019Toole, Rob Wit­ten­myer, Gre­gory W. Henry, Ste­fano Meschiari, Steve Vogt, Euge– Nio Rivera, Greg Laugh­lin, Brad D. Carter, Jeremy Bai­ley, James S. Jenk­ins. A long-period planet orbit­ing a nearby Sun-like star. Astro­phys­i­cal Jour­nal, (in press)
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A Chameleon Sky

 
The sands of time are running out for the central star of this the Hourglass Nebula. With its nuclear fuel exhausted, this brief, spectacular, closing phase of a sun-like star's life occurs as its outer layers are ejected and its core becomes a cooling, fading white dwarf. In 1995, astronomers used the Hubble Space Telescope to make a series of images of planetary nebulae, including the one above. Here, delicate rings of colorful glowing gas (nitrogen-red, hydrogen-green, and oxygen-blue) outline the tenuous walls of the 'hourglass.' The unprecedented sharpness of Hubble's images revealed surprising details of the nebula ejection process and may resolve the outstanding mystery of the variety of complex shapes and symmetries of planetary nebulae. Image Credit: NASA, WFPC2, HST, R. Sahai and J. Trauger (JPL)
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