Os japoneses levaram ao máximo a arte de produzir desenhos animados, inclusive, são estudadas as técnicas usadas na produção e muitas produtoras americanas contratam os estúdios japoneses para produzirem seus projetos – quem não se lembra do clássico, e sombrio, desenho do Batman?
Os desenhos japoneses (chamados animes) são produzidos em grande quantidade, com diversos estilos para agradar aos mais diversos gostos e, particularmente, hoje em dia já não assisto mais a animes tanto quanto antes, mas ainda fico impressionado com a inteligência de determinadas tramas.
Um dos meus favoritos é o Full Metal Alchemist, que conheci por acaso na Rede TV em meio a toda aquela programação de quinta categoria. Gostei muito do que vi e acompanhei por um tempo, descobrindo depois, para a minha surpresa, que o fato de achar o desenho tão bom não era mera coincidência: Full Metal Alchemist é considerado um dos melhores animes já produzidos, com uma trama complexa e rica.
Embora Full Metal tenha traços bonitos e distintos, seu ponto forte é o roteiro, permeado por uma realidade trágica e com uma carga psicológica muito forte porque trata da busca pela criação da vida através da alquimia. Em Full Metal não se pode dizer que há finais tristes ou felizes; crianças morrem na guerra, pais abandonam os filhos e mães morrem enfermas enquanto os protagonistas, que são irmãos, seguem na sua jornada durante o começo do século XX.
Como parece óbvio, a trama envolve alquimia: uma antiga prática que trata sobre a transformação das coisas. Os alquimistas eram o que podemos chamar de proto-químicos, eram os químicos antes de as pessoas aprenderem a fazer química, mas, com a diferença de tratar suas experiências como eventos místicos, repletos de tabus e ocultismo.
Há duas leis fundamentais que regem a alquimia:
- A lei de conservação das massas:
Para a criação de qualquer objeto é necessário utilizar a quantidade exata de matéria. Por exemplo: para criar um baú de madeira você precisa reagir no círculo alquímico a quantidade suficiente de madeira (ou algo dessa natureza) junto com metal para a fechadura, dobradiças etc…
- O princípio da troca equivalente:
Para que alguma coisa seja criada, é preciso “dar” em troca, durante a transformação, alguma coisa de valor equivalente, de modo que a “balança” seja equilibrada e a troca possa ocorrer.
Toda a história começa quando os dois irmãos, Eduard e Alphonse Elrich estão vivendo com a mãe numa cidade chamada Rizempool, o pai, que era um alquimista renomado, foi embora sem dizer nenhuma palavra, abandonando a família. Desde muito pequenos, Ed e Al (como são chamados) demonstram um talento nato para a alquimia, sendo que Ed é classificado como gênio.
Conforme passa o tempo e os garotos aprendem mais sobre alquimia lendo os livros da biblioteca do pai, cresce em Ed uma mágoa pelo abandono (Alphonse faz o tipo bonzinho), certo dia, ao chegarem em casa, deparam-se com a mãe, desmaiada. Descobrem logo depois que ela vinha padecendo em silêncio de uma doença fatal.
Depois da morte da mãe os irmãos ficam sozinhos e o rancor de Ed com relação ao pai cresce ainda mais, pois ele o culpa pela morte da mãe e por sequer ter comparecido ao funeral. Decide, então, empenhar-se mais ainda no estudo da alquimia para trazer a mãe de volta à vida.
Os estudos levam anos, mas a alquimia envolvendo vida é algo proibido. Embora os relatos sejam muito vagos e as informações sobre criar vida usando a alquimia sejam sigilosas, tudo que se sabe é que o resultado desse tipo de alquimia é algo terrível e de graves consequências para aqueles que ousarem tentar.
Na noite da experiência em que trariam a mãe de volta, Ed e Al adicionam ao círculo, precisamente, os elementos químicos necessários para criar o corpo de uma mulher adulta, de mesmo peso e altura que sua mãe. Em troca da alma, o sangue de ambos.
Quando o processo começa, Ed percebe que algo está errado, um corpo aberrante principia a formar-se no centro do círculo e a perna esquerda de Ed é quebrada, arrancando-se de seu corpo; Al é arrastado por completo, perdendo todo o corpo e, no último momento, Ed sacrifica o braço direito para desenhar um selo numa armadura que estava próxima e conseguir anexar a alma do irmão àquele objeto.
Como resultado final, a criatura que se formara no círculo sequer era humana e não sobrevive ao processo. Ed perde a perna esquerda e o braço direito, ficando mutilado e Al tem a alma confinada em uma armadura, que passa a ser seu corpo.
Ed decide, então,
tomado pelo remorso, tornar-se um alquimista do governo e procurar pela Pedra Filosofal que, segundo dizem, permite realizar transformações sem respeitar a lei de conservação das massas e o princípio da troca equivalente para trazer de volta o corpo do irmão e seus membros perdidos.
Apesar de mostrar uma realidade meio crua, o anime tem boas doses de humor como o complexo que Ed tem de “ser tão nanico que precisa de um microscópio para ser visto” e as brigas constantes entre irmãos.
São 51 episódios muito bem elaborados, com uma trama envolvente e personagens cativantes embalados por boa música e traços bonitos. O enredo cresce e aumenta de complexidade gradativamente. Full Metal Alchemist vai surpreendê-lo, chocá-lo e, muito provavelmente, fazê-lo entender porque este é um dos títulos mais amados pelos fãs de anime/mangá.
Um bom site sobre o anime/mangá é este aqui. Aproveitem.

Escrevi um comentário gigante sobre a arbitrariedade das datas envolvendo o ano 5770 hebraico e o 98 da republica da china; falei sobre desenvolvimento de civilizações em eras diferentes, dando o exemplo do implante cibernético de Ed; coloquei dois links de timelines do FMA; tudo para a #*&@!*&$@%$#&*$@*@!%! @%#$#*%#&! *&##&#$+#@! @*##$*! &#&#*$&#$*! @*#$@#$&%$%$#!@&$)#&*%$#%@$#! @% do teu CAPCHA Code dizer que o código é inválido, pedir para apertar em BACK e limpar completamente meu comentário.
Sou inocente.
Já tive esse tipo de problema, quase sempre, antes de submeter o conteúdo do formulário, copio para outro lugar temporário. Se tudo correr bem descarto, señ, uso de novo.
Foi depois de perder um post bem grande, com uma certa qtdade de pesquisa, q daria muito trabalho fazer de novo, q passei a adotar essa prática.
Raramente faço um post, a ñ ser q muito curto, sem adotar o procedimento.
Eu uso sempre o Ctrl+C antes de clicar no enviar…
Muito bom mesmo o anime, sou viciado e para mim é um dos melhores, acho o vi todo em dois dias e ainda o filme que é muito bom que praticamente é o final de série… nota 10
Ou galera, acompanhem a nova versão do anime, está perfeita! Procurem por “Fullmetal Alchemist Brotherhood” no Google ou então no site alchemistproject.net já tem mais de 30 episódios da série!!!
Pode contar que já vou lá. Obrigado pela dica!
Parece, Mitulino, que entre o mundo de FMA e o nosso tem um delay de apenas 5 anos na contagem de tempo (algo assim, 5 ou 6 anos). A diferença fundamental é que o nosso mundo é baseado na ciência e o deles na alquimia.
É isso mesmo, nosso mundo está uns 5 anos adiantado em relação à data. Trechinho da Wikipédia: “A série acontece em um mundo similar ao nosso. Em uma parte da série percebe-se que ambos os mundos estão distantes uns 5 anos, pois Edward abandona seu mundo em 1915 (com 16 anos) e aparece no nosso em 1921.”