Full Metal Alchemist: um dos animes mais amados

8 de novembro de 2009
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fullmetalOs japone­ses levaram ao máx­imo a arte de pro­duzir desen­hos ani­ma­dos, inclu­sive, são estu­dadas as téc­ni­cas usadas na pro­dução e muitas pro­du­toras amer­i­canas con­tratam os estú­dios japone­ses para pro­duzirem seus pro­je­tos – quem não se lem­bra do clás­sico, e som­brio, desenho do Bat­man?

Os desen­hos japone­ses (chama­dos ani­mes) são pro­duzi­dos em grande quan­ti­dade, com diver­sos esti­los para agradar aos mais diver­sos gos­tos e, par­tic­u­lar­mente, hoje em dia já não assisto mais a ani­mes tanto quanto antes, mas ainda fico impres­sion­ado com a inteligên­cia de deter­mi­nadas tramas.

Um dos meus favoritos é o Full Metal Alchemist, que con­heci por acaso na Rede TV em meio a toda aquela pro­gra­mação de quinta cat­e­go­ria. Gostei muito do que vi e acom­pan­hei por um tempo, desco­brindo depois, para a minha sur­presa, que o fato de achar o desenho tão bom não era mera coin­cidên­cia: Full Metal Alchemist é con­sid­er­ado um dos mel­hores ani­mes já pro­duzi­dos, com uma trama com­plexa e rica.

Emb­ora Full Metal tenha traços boni­tos e dis­tin­tos, seu ponto forte é o roteiro, per­me­ado por uma real­i­dade trág­ica e com uma carga psi­cológ­ica muito forte porque trata da busca pela cri­ação da vida através da alquimia. Em Full Metal não se pode dizer que há finais tristes ou felizes; cri­anças mor­rem na guerra, pais aban­donam os fil­hos e mães mor­rem enfer­mas enquanto os pro­tag­o­nistas, que são irmãos, seguem na sua jor­nada durante o começo do século XX.

Como parece óbvio, a trama envolve alquimia: uma antiga prática que trata sobre a trans­for­mação das coisas. Os alquimis­tas eram o que podemos chamar de proto-químicos, eram os quími­cos antes de as pes­soas apren­derem a fazer química, mas, com a difer­ença de tratar suas exper­iên­cias como even­tos mís­ti­cos, reple­tos de tabus e ocultismo.

Há duas leis fun­da­men­tais que regem a alquimia:

  • A lei de con­ser­vação das massas:

Para a cri­ação de qual­quer objeto é necessário uti­lizar a quan­ti­dade exata de matéria. Por exem­plo: para criar um baú de madeira você pre­cisa rea­gir no cír­culo alquímico a quan­ti­dade sufi­ciente de madeira (ou algo dessa natureza) junto com metal para a fechadura, dobradiças etc…

  • O princí­pio da troca equivalente:

Para que alguma coisa seja cri­ada, é pre­ciso “dar” em troca, durante a trans­for­mação, alguma coisa de valor equiv­a­lente, de modo que a “bal­ança” seja equi­li­brada e a troca possa ocorrer.

Toda a história começa quando os dois irmãos, Eduard e Alphonse Elrich estão vivendo com a mãe numa cidade chamada Rizem­pool, o pai, que era um alquimista reno­mado, foi emb­ora sem dizer nen­huma palavra, aban­do­nando a família. Desde muito pequenos, Ed e Al (como são chama­dos) demon­stram um tal­ento nato para a alquimia, sendo que Ed é clas­si­fi­cado como gênio.

921184_20050516_screen017Con­forme passa o tempo e os garo­tos apren­dem mais sobre alquimia lendo os livros da bib­lioteca do pai, cresce em Ed uma mágoa pelo aban­dono (Alphonse faz o tipo bonz­inho), certo dia, ao chegarem em casa, deparam-se com a mãe, des­ma­iada. Desco­brem logo depois que ela vinha pade­cendo em silên­cio de uma doença fatal.

Depois da morte da mãe os irmãos ficam soz­in­hos e o ran­cor de Ed com relação ao pai cresce ainda mais, pois ele o culpa pela morte da mãe e por sequer ter com­pare­cido ao funeral. Decide, então, empenhar-se mais ainda no estudo da alquimia para trazer a mãe de volta à vida.

Os estu­dos levam anos, mas a alquimia envol­vendo vida é algo proibido. Emb­ora os relatos sejam muito vagos e as infor­mações sobre criar vida usando a alquimia sejam sig­ilosas, tudo que se sabe é que o resul­tado desse tipo de alquimia é algo ter­rível e de graves con­se­quên­cias para aque­les que ousarem tentar.

Na noite da exper­iên­cia em que trariam a mãe de volta, Ed e Al adi­cionam ao cír­culo, pre­cisa­mente, os ele­men­tos quími­cos necessários para criar o corpo de uma mul­her adulta, de mesmo peso e altura que sua mãe. Em troca da alma, o sangue de ambos.

Quando o processo começa, Ed percebe que algo está errado, um corpo aber­rante prin­cipia a formar-se no cen­tro do cír­culo e a perna esquerda de Ed é que­brada, arrancando-se de seu corpo; Al é arras­tado por com­pleto, per­dendo todo o corpo e, no último momento, Ed sac­ri­fica o braço dire­ito para desen­har um selo numa armadura que estava próx­ima e con­seguir anexar a alma do irmão àquele objeto.

Como resul­tado final, a criatura que se for­mara no cír­culo sequer era humana e não sobre­vive ao processo. Ed perde a perna esquerda e o braço dire­ito, ficando muti­lado e Al tem a alma con­fi­nada em uma armadura, que passa a ser seu corpo.

Ed decide, então, dd88045aeecf70_fulltomado pelo remorso, tornar-se um alquimista do gov­erno e procu­rar pela Pedra Filoso­fal que, segundo dizem, per­mite realizar trans­for­mações sem respeitar a lei de con­ser­vação das mas­sas e o princí­pio da troca equiv­a­lente para trazer de volta o corpo do irmão e seus mem­bros perdidos.

Ape­sar de mostrar uma real­i­dade meio crua, o anime tem boas doses de humor como o com­plexo que Ed tem de “ser tão nan­ico que pre­cisa de um microscó­pio para ser visto” e as brigas con­stantes entre irmãos.

São 51 episó­dios muito bem elab­o­ra­dos, com uma trama envol­vente e per­son­agens cati­vantes embal­a­dos por boa música e traços boni­tos. O enredo cresce e aumenta de com­plex­i­dade grada­ti­va­mente. Full Metal Alchemist vai surpreendê-lo, chocá-lo e, muito provavel­mente, fazê-lo enten­der porque este é um dos títu­los mais ama­dos pelos fãs de anime/mangá.

Um bom site sobre o anime/mangá é este aqui. Aproveitem.

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11 Responses to Full Metal Alchemist: um dos animes mais amados

  1. MYTHUS on 9 de novembro de 2009 at 08:17

    Escrevi um comen­tário gigante sobre a arbi­trariedade das datas envol­vendo o ano 5770 hebraico e o 98 da repub­lica da china; falei sobre desen­volvi­mento de civ­i­liza­ções em eras difer­entes, dando o exem­plo do implante cibernético de Ed; colo­quei dois links de time­lines do FMA; tudo para a #*&@!*&$@%$#&*$@*@!%! @%#$#*%#&! *&##&#$+#@! @*##$*! &#&#*$&#$*! @*#$@#$&%$%$#!@&$)#&*%$#%@$#! @% do teu CAPCHA Code dizer que o código é inválido, pedir para aper­tar em BACK e limpar com­ple­ta­mente meu comentário.

  2. TESEU on 9 de novembro de 2009 at 13:31

    Já tive esse tipo de prob­lema, quase sem­pre, antes de sub­me­ter o con­teúdo do for­mulário, copio para outro lugar tem­porário. Se tudo cor­rer bem descarto, señ, uso de novo.
    Foi depois de perder um post bem grande, com uma certa qtdade de pesquisa, q daria muito tra­balho fazer de novo, q pas­sei a ado­tar essa prática.
    Rara­mente faço um post, a ñ ser q muito curto, sem ado­tar o procedimento.

    • LONELYSPOOKY on 9 de novembro de 2009 at 13:43

      Eu uso sem­pre o Ctrl+C antes de clicar no enviar…

  3. FABIO HOLLIDAY on 19 de novembro de 2009 at 22:29

    Muito bom mesmo o anime, sou vici­ado e para mim é um dos mel­hores, acho o vi todo em dois dias e ainda o filme que é muito bom que prati­ca­mente é o final de série… nota 10

  4. JOSAN on 15 de dezembro de 2009 at 16:50

    Ou galera, acom­pan­hem a nova ver­são do anime, está per­feita! Pro­curem por “Full­metal Alchemist Broth­er­hood” no Google ou então no site alchemistproject.net já tem mais de 30 episó­dios da série!!!

    • LONELYSPOOKY on 16 de dezembro de 2009 at 00:36

      Pode con­tar que já vou lá. Obri­gado pela dica!

  5. LONELYSPOOKY on 8 de novembro de 2009 at 19:16

    Parece, Mit­ulino, que entre o mundo de FMA e o nosso tem um delay de ape­nas 5 anos na con­tagem de tempo (algo assim, 5 ou 6 anos). A difer­ença fun­da­men­tal é que o nosso mundo é baseado na ciên­cia e o deles na alquimia.

  6. LONELYSPOOKY on 8 de novembro de 2009 at 19:21

    É isso mesmo, nosso mundo está uns 5 anos adi­antado em relação à data. Trech­inho da Wikipé­dia: “A série acon­tece em um mundo sim­i­lar ao nosso. Em uma parte da série percebe-se que ambos os mun­dos estão dis­tantes uns 5 anos, pois Edward aban­dona seu mundo em 1915 (com 16 anos) e aparece no nosso em 1921.”

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