Baltimore realiza velório de Edgar Allan Poe com réplica do corpo
Já se vão 200 anos desde que nasceu um dos maiores ícones da literatura mundial, Edgar Allan Poe e 160 anos desde o seu enigmático falecimento em Baltimore, Maryland.
De acordo com relatos, aquele homem, que trabalhava como editor e que se dirigia a Nova Iorque para encontrar-se com uma escritora, desapareceu no dia 27 de setembro de 1849 e só foi reencontrado 6 dias depois (3 de outubro), delirante e vagando a esmo pelas ruas de Baltimore. Vestia roupas que não eram as suas, sujo e desgrenhado, sem conseguir articular frases coerentes o bastante para esclarecer as causas de seu estado lastimável, até o momento de sua morte, em 7 de outubro de 1849.
Apesar da genialidade, Poe vivera uma vida trágica, repleta de perdas, tribulações e dificuldades financeiras. Era relativamente conhecido, mas não famoso nem querido à sua época e, quando faleceu, teve somente 7 pessoas em seu funeral com um obituário, escrito por um inimigo que o detestava, publicado dois dias depois no New York Tribune.
Para desfazer essa injustiça histórica, a cidade de Baltimore, ao longo de todo o ano de 2009, vem realizando uma série de eventos e homenagens ao mestre do terror, com palestras, peças de teatro e um novo funeral, com direito a todas as honras que lhe foram negadas em 1849.
“Este, na verdade, é o bicentenário do nascimento de Poe, mas há pouquíssima coisa que podemos fazer com o nascimento, então, pensamos em recriar o funeral de Poe, já que seu funeral de verdade foi muito rápido” disse Jeff Jerome, curador do Museu Poe.
Uma réplica exata do corpo de Poe foi encomendada a um especialista em efeitos especiais para cinema e permanecerá exposta durante as duas cerimônias de despedida realizadas neste domingo, dia 11, logo após uma vigília de noite inteira.
Diversos fãs compareceram vestidos a caráter, com trajes da época, para prestar seus respeitos e honrar um dos maiores e mais influentes escritores que já viveu.

Infelizmente é o que acontece com a maioria dos artistas: só são reconhecidos depois que morrem.
De certa forma, o artista possui um modo de pensar à frente de seu tempo. Pensar assim pode significar estar só em seu próprio tempo.
Melhor dizendo, o artista pode não pensar “à frente” do seu tempo. Mas certamente pensa diferente. =)
Achei justa a homenagem, não apenas porque Poe é um dos meus ídolos e isso dá aos fãs a chance de se manifestarem, mas, também, porque acredito ser sempre bom exaltar os antigos mestres, de modo que continue sempre acesa a presença deles diante dessa literatura ridícula de hoje em dia. Harry Potteres e Paulos Coelhos da vida deveriam ter vergonha de publicar.
Sempre verborrágico… =)