Nunca tinha me passado pela cabeça ver tão cedo a notícia da morte de Michael Jackson. Eu sei que havia muitos boatos sobre seu estado de saúde; ano passado dizia-se que o Rei do Pop sofria de uma infecção gravíssima, que nenhum remédio era capaz de combater e que ele, de fato, estava às portas da morte.
Esse ano me animei ao saber que o astro planejava retornar à carreira e, posso confessar, torci fervorosamente para ver o velho Michael de volta aos palcos, na velha forma, ganhando rios de dinheiro, desafiando a gravidade e fazendo “bombar” a cidade de Londres… eu torci mesmo.
Torci porque, embora fosse um cara meio doidão, Michael era um ícone, uma instituição e um exemplo raríssimo de talento (igualado somente por grandes como Elvis, Ray Charles, Beatles e Little Richard). A sua história dramática de vida nos prendia como se o “Pequeno Michael” fosse um herói de alguma história mas que, infelizmente, ainda teria muitos dramas e provações pela frente.
Michael tinha a minha admiração pela sua voz brilhante e expressiva, porque ele, quando se apresentava, mostrava a todos o que realmente significava a palavra “show” em performances que eram, na verdade, superproduções artísticas, mas eu também sentia por ele algo — que não era pena – mas, quem sabe, tristeza por saber que devia ser um homem solitário e vazio, sempre alvo de câmeras e de um público cruel que o coisificava e o adquiria como se fosse um produto.
Não posso deixar de sentir um pouco de revolta na sordidez dos noticiários, arrancando de forma mórbida as últimas migalhas de audiência sobre a bombástica e inesperada partida desse grande artista.
Vá em paz Michael, eu queria que você tivesse sido mais feliz em vida; mesmo fazendo muitos anos que não fôssemos brindados pelo seu talento, você irá fazer muita falta.
Como disse ainda hoje para um amigo, pelo telefone: as luzes estão se apagando e ninguém está trocando as lâmpadas.

[…] Adeus a Michael Jackson http://mosaicum.org/2009/06/25/adeus-a-michael-jackson/ […]
Realmente, muitos o criticavam e outros tantos diziam não gostar dele, mas apesar de sua turbulenta vida particular ele estava acima de tudo isso dentro do mundo pop.
Influenciou muito mais gente do que parece, reinventou os clipes (que antes dele eram raros e tinham pouco valor e pouco uso), fez o q hoje é uma grande indústria, redes como MTV não existiriam sem ele, a partir de suas idéias, tão criticadas.
Inesperado e um tanto trágico, é o que posso dizer de sua morte. Vai fazer falta.